sábado, 14 de fevereiro de 2009

Voltou a gargalhada


Hoje, acordei muito cedo para ir à esteticista. Fiquei na esteticista até ao meio dia e meia. Pensava que iam ser vinte e quatro euros e, afinal, foram trinta, o que me deixou só com vinte euros na mão.
Depois da depilação, resolvi ir as compras para o resto do mês para não me preocupar mais com o dinheiro para a comida. Enquanto estava a comprar estava a somar na calculadora do telemovel. Resolvi separar as coisas porque só o dinheiro que tinha em mão e que tinha na conta, juntos, davam para pagar. Na caixa, quando entreguei o cartão disseram-me que não funcionava. Depois lá telefonei ao avô. Acabei por tirar tudo da caixa, voltar a meter no carrinho e saí do supermercado para ver se conseguia levantar dinheiro. Não consegui. Quando voltei ao supermercado para ver se dava para usar o visa sem código, disseram-me que sim depois de conseguirem comprar o queijo com o visa. Então, voltei a meter tudo na caixa outra vez. Quando fui pagar disseram-me que não dava. Passado bastante tempo de tentarmos resolver a situação devolvi as compras e vim-me embora. Fiquei um bocado aborrecida com a situação, mas no fundo, também foi divertido porque tive mais esta nova experiência. Nunca tal me tinha acontecido. Foi engraçado. Claro, depois de ter acontecido.
Voltei para casa só com o queijo e contei aos meus companheiros de casa o que me aconteceu no Carrefur.
Fiz o meu almoço que foi bifinhos de frango com leite e arroz de tomate. Aqui a comida toda fica diferente, mas não deixa de ser saborosa. Depois do almoço o Ivan, o mexicano, saiu a correr porque tinha de ir trabalhar para o mercado. Então, fiquei com o outro mexicano, que entretanto quando soube que já tinha dinheiro, graças ao avô, me disse para ir com ele ao mercado.
Então, eu, ele e outra rapariga, a Celine, belga, fomos ao mercado. Foi tão divertido!
Primeiro, fomos a uma barraquinha de legumes e fruta. Comprei tomates, muitos, laranjas, muitas, tangerinas, muitas, um pimento, cebolas e morangos. Não dá para acreditar, mas um quilo de morangos que no Carrefur custava, aproximadamente, cinco euros, eu comprei por um euro e cinquenta. Nesta barraquinha o senhor ofereceu-nos uma tangerina para provarmos e estavam mesmo boas, docinhas.
Depois fomos a outra barraquinha, esta era de carnes. O mexicano conhecia o senhor. Aí, nesse corredor de barraquinhas, encontrámos o outro mexicano a trabalhar. Juntámo-nos todos a conversar com o senhor da barraquinha. Ele era tão divertido! E depois metia-se na brincadeira comigo a dizer que me oferecia tudo o que havia na sua barraquinha se eu o levasse comigo. E dizia aos mexicanos que eles não podiam trazer pessoas como nós, eu e a Celine, ou ele ia à falência. Sim, porque pelo que os mexicanos me disseram ele faz preços muito baratos às raparigas de quem ele gosta. E eu confirmei.
Trouxe quatro pernas de frango, grandes, chouriço para pão, queijo e salsichas frescas. Pelo que me constou o queijo que trouxe era muito caro e não paguei o caro que ele era. Além disso o senhor, enquanto conversávamos e brincávamos, ainda nos ofereceu um copo de “canasta”, que é uma bebida alcoólica muito similar ao vinho do Porto, presunto, queijo e outros aperitivos. No fundo fizemos ali uma pequena festa em meia hora. Foi muito engraçado! É uma cultura muito diferente e as pessoas são muito quentes.

Voltámos para casa e arrumámos tudo. A seguir a isto, fui com a Celine e com o Abrieg (não sei se é assim que se escreve), ao carrefur acabar de fazer as compras. Ele é francês e é muito engraçado a falar espanhol porque falar com o sotaque francês, com os “r” carregados mas em espanhol. Além disso tem a voz completamente desafinada, é muito divertido falar com ele.
Bem, fizemos as compras todas necessárias, mas esquecemo-nos que não tínhamos onde levar as compras sem ser à mão. Então, o regresso a casa foi uma mistura de doloroso e divertido porque como aqueles sacos pesados nos estavam a magoar muito as mãos, estávamos sempre a parar para descansar e enquanto isso íamo-nos rindo das figuras de cada um a carregar aqueles sacos todos. No fundo, estávamos tão divertidos com a situação que as pessoas que passavam por nós e também se riam.

Em casa, arrumámos tudo e vim para o quarto. Fiquei o resto do dia no quarto a descansar a fazer coisas na internet e a falar com o João. Acabei por jantar três sandes com queijo e umas tangerinas, do mercado.

Neste dia voltei a rir como já não ria há algum tempo, com muita vontade, por isso fiquei muito feliz. Gosto de viver aqui na Sagasta 22.

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