sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Início de Carnaval

Antes de mais Parabéns ao Tio Luís!

Esta manhã, apesar da noite ter sido longa ontem, levantei-me muito cedo, ou melhor, o mexicano, Abdiel, veio-me acordar porque tinhamos combinado ir ao mercado às onze.
Como da outra vez, foi divertido! Mas, desta vez, o senhor ofereceu-me a carne que comprei. Fiquei sem saber o que dizer como é possível de imaginar. Ele parece-me ser uma pessoa muito boa além de simpático e divertido.
No caminho para casa, passei nos correios e já tinham encontrado a minha carta. Portanto, já tenho o meu cartão ERASMUS.
Cheguei a casa e fui ao terceiro piso ver o que andavam a fazer a Celine e os mexicanos. Fiquei um bocado por lá e, de seguida, fomos almoçar.
Depois de almoço tinha combinado encontrar-me na praia de Santa Maria com o Willem, o que faz surf, que conheci na noite anterior com o Villie, que também faz surf. Perguntei à Celine se queria ir comigo e depois de ela dizer que sim, o George, belga, estava na cozinha e disse que também ia e que podiamos ir todos juntos. Cinco minutos depois apareceu o Arnaut, também belga, amigo do George e fomos os quatro.
Quando chegámos o Willem estava na água. Ficámos sentados na areia a conversar, a rir, a passar um bom tempo. O Willem saiu, foi-se vestir e sentou-se connosco a conversar. Entretanto levantou-se vento e ficou desconfortável continuarmos na praia.
Antes de nos despedirmos combinámos com o Willem ele vir jantar à Sagasta antes de sairmos. Combinámos entre as oito e as nove.
Ao chegarmos a casa foi tempo de jantarmos eu estar um bocado na internet, conversar com o pessoal da casa que ia passando e eram nove e meia. Fiquei preocupada com ele porque ele não sabe como ir para os sítios, só sabe como ir de sua casa para a praia e voltar, quase. Até que entretanto chegou. Explicou-me que uns rapazes estavam na rua a tentar vender haxixe (acho que é assim) a toda a gente que passava. Ele disse que não e perguntou-lhes onde era a calle Sagasta. Eles não só lhe disseram como o vieram trazer à porta.
Trouxe uma garrafa de champanhe consigo, que foi o que bebemos durante toda a noite. Era muito bom! Perguntei-lhe porque razão se tinha atrasado e disse-me que atrasou-se a jantar. Resumindo, ele não percebeu o que queria dizer cenar quando lhe perguntámos "Quieres vir a cenar con nosotros a Sagasta?", mas disse sim para ser simpatico e não quebrar a comunicação.
A partir deste momento, além de nos termos rido muito da situação, combinámos dizer sempre quando não percebessemos o que quer que fosse.
Depois de jantar fomos para o wall, onde o Mike, alemão, ficou a tocar guitarra e nós todos a cantar e dançar durante umas duas horas.
Saímos, fomos para a plaza de la Falla. Uma praça grande à frente do teatro de la Falla que estava quase impossivel de ficar lá porque estava cheia de gente. E, aqui, quando digo cheia de gente e ao ponto de estarmos colados, literalmente, uns aos outros e sempre a levar encontrões das pessoas que querem passar para algum outro lado qualquer. No entanto, ficámos lá até às três da manhã a conversar e, eu e o Willem, a beber o nosso champanhe.
Às três ficámos aborrecidos, então, fomos à procura de um bar. O que foi, ligeiramente complicado, pois não tinha prestado atenção como tinha ido para aquela praça, então, não sabia mesmo em que ponto da cidade estava. Fomo-nos orientando pelo mapa, até que conseguimos chegar.
O bar estava cheio de gente, também.

Ah, esqueci-me de dizer, o Arnaut estava muito bebedo. Conheci o bebedo mais engraçado de sempre. Ele não é nada aborrecido, fica muito engraçado. Passámos quase a noite toda com ele.
Ele vive na Bélgica, como o George e o Willem, mas ele é da parte onde só se fala francês. Então ele tem muita vergonha de não saber falar flamenco e de as pessoas que estão na outra divisão saberem falar flamenco e francês. Pareceu-me ser mesmo um problema que existe no país, nao me pareceu ser só dele porque a Celine uma vez disse-me que também tinha muita vergonha de não falar flamenco. Esteve sempre a desculpar-se por isso ao Willem e a mim porque estava mascarado de padre e sabe que as pessoas em Portugal são muito religiosas.

Por volta das cinco da manhã o bar ficou com muito pouca gente, então eu e o Willem resolvemos ir para casa. Ainda esperavam por nós as outras noites de Carnaval e tínhamos de as aproveitar.

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