Almocei com as mesmas pessoas do costume e, eu e a Celine, decidimos ir passar uma horinha relaxante antes da minha aula. Então fomos à praia da Caleta. Foi muito bom!
Ficamos por lá a conversar sobre nós sobre Cádiz e tudo mais. Também fomos até à beira-mar molhar os pés e eu apanhei um búzios pequeninos, muito perfeitos. Entretanto a hora de Inglês Empresarial chegou.
Foi uma aula muito estranha para mim, parecia que estava a aprender inglês desde o início porque a professora não falava inglês, além de a nossa aula se ter resumido a ler um texto em inglês e resumi-lo palavra por palavra para espanhol, o que me deixou ligeiramente em relação ao nível de inglês que estava a frequentar. No entanto, não há mais alto nesta universidade. Parece-me que o nível de inglês dos espanhóis é naturalmente baixo.
Depois de inglês fui para a minha aula de Teoria de los modelos de relaciones laborales, na qual constatei depois de conversar com a professora que não estava a frequentar a aula correcta. Então, vim-me embora e agora tenho de encontrar uma disciplina que se pareça mais com a que ia ter em Portugal.
Fui aos correios para levantar a carta que o avô me enviou com o meu cartão ERASMUS e, depois de esperar imenso tempo porque não encontravam a carta de um senhor que estava à minha frente, chegou a minha vez. Na qual tamb
ém não encontraram a minha carta, então pediram-me para voltar lá na manhã do dia seguinte. Regressei a casa e apercebi-me que tinha havido uma invasão de italianos na cozinha. Era uma mini festa de erasmus de Itália que se tornou numa considerável festa ou jantar de muitas nacionalidades: franceses, belgas, italianos, mexicanos, alemães e, claro, a portuguesa. Foi engraçado, apesar de ter sido complicado para cozinhar com tanta gente a andar de um lado para o outro.
O Abdiel, o mexicano, foi DJ num bar muito conhecido de erasmus de cá, então resolvemos todos ir vê-lo, porque além de ser um bom bar, quanto mais tempo houvesse gente, mais ele ganhava. Não percebi bem como funcionava o trabalho dele. Mas ele passou música muito boa, foi muito divertido.
No meio da noite, encontrei o Villie, aquele rapaz de quem tinha gostado muito que vivia comigo na "casa dos cinco dias", passei o resto da noite com ele e com o seu amigo belga, Willem. Os dois fazem surf e prometeram ensinar-me quando eu quisesse. Conversámos muito e dançámos muito, foi tudo na medida perfeita. Não me aborreci em momento nenhum. Entretanto o Jo e o Abrieg ficaram cansados e foram para casa e fiquei eu e a Celine com o grupo deles. Eram três da manhã quando o bar fechou. Quisemos ir para outro bar mas que depois disseram-nos que estava fechado. A Celine quis ir para casa, então fomos com ela até decidirmos para onde íamos. O Villie disse para irmos a outro bar que fica aberto até às sete da manhã e assim foi. Dançámos mais um bom bocado e depois regressámos cansados. E eu apesar de ter ido de sapatilhas ainda sentia a dor nos pés da caminhada do dia anterior.
Sem comentários:
Enviar um comentário