quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Churrasco

Esta manhã, por me ter deitado tão tarde, acordei, igualmente, tarde.
Ontem tínhamos combinado fazer uma churrascada que começava às duas da tarde ou três. Que, na realidade, começou às seis da tarde. Sim, até lá fui petiscando uns bocados de pão que estávamos a preparar para a Churrascada. Na altura em que estávamos muitas pessoas na cozinha a preparar tudo: a cortar legumes, pão, a fazer batatas assadas... percebi que a churrascada era porque uma das raparigas de cá da Sagasta fazia anos, a Ahd, marroquina.
Depois de todos os preparativos, finalmente começou-se a assar a carne e a comer. Eu não durei muito tempo nesta churrascada porque estava-me a sentir cansada. Então, mais tarde, vim para o meu quarto onde estive a desenhar e, de seguida, a dormir. Até o Mike e o Jo virem bater à porta do meu quarto a dizer que queriam comer o a comida que tinham ido buscar no meu quarto. Não sei por que motivo, mas vieram-me acordar só porque faziam questão de comer no meu quarto... enfim!
Comemos juntos, ainda vimos um bocado de um filme. Entretanto, fartámo-nos do filme e fui lá abaixo à cozinha e fiquei a conversar com as pessoas que lá estavam: a Ahd, Nuria e uns amigos da Ahd, que à uma da manhã decidiram ir a uma festa que estava a haver numa casa na Calle Cervantes 63.
Que experiência horrível! No piso de baixo acho que era só sem-abrigos a dançar; no primeiro andar eram só ERASMUS, mas muito alternativos, até demais. Passados 15 minutos viemos embora porque além de não gostarmos do ambiente eu fiquei muito enjoada com intenso cheiro a droga que lá estava. No entanto, a casa era muito gira, toda ela tinha pinturas pela parede, estava muito engraçada.
Voltámos à sagasta por onde fiquei. Estava cansada e enjoada.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Quarto novo

O Carnaval continua

Hoje de manhã acordei e fui ao mercado com o Abdiel e a Celine. Comprei fruta e carne porque no dia anterior os mexicanos tinham feito uma carne muito boa, a melhor que já comi – lembrei-me do avô que fala sempre da carne do Panorama, devias provar esta! Como era de esperar, na minha ida ao mercado, bebi uma Canasta, aquela bebida que o "carniceiro" oferece sempre, que é muito similar ao vinho do Porto e, claro, acompanhada de chouriço, morcela e queijo. Uma festa às duas da tarde.
Quando regressámos não me apeteceu cozinhar, então comi o resto da salada russa que tinha feito no dia anterior e morangos.
Depois de almoço fiz as mudanças com a ajuda da Celina, porque hoje é dia 24 e dia 24 é o dia em que me mudo para o meu quarto definitivo. Custou-nos um bocado, estamos muito fora de forma! Subir dois andares várias vezes e muito carregadas, cansou-nos.
Depois de ela me ajudar regressou ao seu quarto e eu fiquei a arrumar o meu, o que levou a tarde toda não só porque tinha muitas coisas para arrumar, mas também porque estavam sempre a invadir o meu quarto! Queriam saber o que estava a fazer, queriam-me dar as boas-vindas ao segundo andar, queriam ficar a conversar, queriam tentar falar no messenger com os meus amigos em português (com a ajuda do google tradutor), queriam ficar por aqui, o que proporciona o facto de o quarto ser grande!
Depois de tudo isto, fui jantar com os mexicanos.
Comi as duas costoletas ibéricas (mas tem de ser da cabeça, decora avô) sozinha, que eram grandes, cada uma era metade de um prato.
Quando cheguei ao quarto ainda faltavam pequenas coisinhas para arrumar, com a vontade de ficar com o meu quarto pronto e bonito arrumei tudo em 10 minutos.
Enquanto esperava pelo Willem, que tinha combinado encontrar-se comigo para depois saírmos, apareceu o Christian. O Christian agora está cá em Cádiz de férias até sexta-feira. Esteve aqui em ERASMUS o ano passado, mas diz que não consegue deixar de cá vir. Está no seu último ano de medicina. É muito divertido e simpático!
Acabámos por sair todos juntos. Como eu e o Willem não gostámos do sítio para onde fomos, que é a Viña, uma rua onde todas as noites vai toda a gente sair e que fica praticamente impossível de se lá estar. Porque as pessoas não saiem para os bares, as pessoas ficam mesmo na rua, todas apertadas, sempre a serem esmagadas por quem quer passar. E não se faz mais nada além de conversar e beber.
Mas antes disso, enquanto nos dirigiamos para a Viña, fomos passando por várias animações que havia na rua por parte de alguns grupos da Falla. Eu vou meter um vídeo deles.
Então, fomos para um bar, o Nahu, muito interessante, com uma decoração oriental e, também, com influências do norte de África.
Por aí ficámos até às três e meia. Foi muito bom!
Como conhecíamos uma pessoa que conhecia o dono do bar e do karpa, ofereceram-nos passes para entrar no karpa durante toda a semana.
O karpa é um género de discoteca que se cria numa tenda gigante ao ar livre só na época de Carnaval. Aí foi muito, muito divertido, dançámos muito e tinha boa música.
Às seis da manhã fechou. Só restávamos eu o Willem e o Christian, sentámo-nos num muro porque estávamos cansados e eu não estava com coragem para ir para casa, que ficava a uns 20 minutos a pé.
Entretanto, a noite acabou menos bem. Vimos um rapaz a ser brutalmente atropelado. Foi um choque para nós. Corremos para lá e lá ficámos de mãos dadas enquanto o Christian, quase médico, nos explicava o que podia estar a acontecer. Ficámos sempre a um metro e meio do rapaz. O vidro do carro ficou todo rachado. No entanto, o rapaz conseguia mexer os pés, continuou sempre a falar até a ambulância chegar, estava bastante consciente de tudo. Foi levado pela a ambulância e regressámos a casa. Amanhã é um novo dia, e no que o acidente aparentava, acho que o rapaz teve muita sorte, podia não estar vivo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Descanso

Este foi um dia em que não fiz absolutamente nada. Queria ir à praia, mas também acabei por não ir.
Quando me levantei, vesti um calções uma t-shirt e fui para o terraço ler. Foi um momento relaxante.
Estive com os mexicanos a mostrar-lhes bandas portuguesas, um deles gostou de Ornatos Violeta.
Tive vontade de sair, mas nem isso! Acabei por ficar a ver um filme por casa.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval

O Carnaval em Cádiz é uma loucura. Tem uma duração de duas semanas, as ruas ficam todas enfeitadas, as pessoas andam às compras para os seus diferentes disfarces (algumas pessoas tem mais que um ao longo dos dias), as ruas ficam cheias de turistas e todos os preços sobem. Eu creio que esta é a festa mais importante do ano em Cádiz.
Especificamente, os dias mais importantes são os dois sábados, são os dias em que toda a gente tem mesmo de se mascarar. Quem não se mascara, que são poucos, tem alguma coisa alusiva ao Carnaval. O espírito está sempre vivo, com mais ou menos intensidade.
Um dos acontecimentos importantes do Carnaval, que já pude constatar, é a competição que existe na primeira sexta-feira à noite no "Teatro de la Falla". Aqui grandes grupo de musicais espanhóis se encontram e competem uns cons os outros. Quando saiem os resultados da competição, por volta das cinco da manhã, a cidade toda pára para ouvir. Por exemplo, eu a essa hora estava num bar e a música parou, meteu-se a televisão alto e toda a gente ficou a ver e a aplaudir.
A festa faz-se, essencialmente, nas ruas e nas praças todas. Mas nesta sexta-feira, quase toda a gente se encontra na "Plaza Falla" que é onde está o teatro. Antigamente as pessoas que não tinham dinheiro ficavam aí nessa praça a ver através de projecções. Agora já não, fica só toda a gente que não coube no teatro na parte de fora a conversar e a beber.
Aqui bebe-se muito alcoól, cada pessoa traz numa garrafa de casa uma bebida que goste e bebem o dia todo.
No sábado, o Carnaval começa pela tarde. As pessoas vão para a praia mascaradas e já a beber. Aí ficam até a hora de jantar. No meu caso, voltei para casa jantei com muita gente e houve uma mini-festa cá em casa de erasmus até ser a hora a que todos vão para a rua. Mais ou menos, onze da noite. A esta hora já não se consegue andar nas ruas porque há mesmo muita gente!
Encontram-se todos nas diferentes praças. Nas ruas há muitos homens estátua, diversões, vendas...
Este ano houve uma nova ideia por parte da Camara para juntar as pessoas jovens com os de mais idade, que foi fazer uma espécie de "Teatro de la Falla" na Plaza Santo António. Depois de representarem, os músicos sairam para a rua e à frente das muitas pessoas iam a tocar, caminhando e parando em todos os pontos estratégicos da cidade.
Hoje, domingo, às quatro da tarde já apareceram aqui mais pessoas a chamar-nos para ir para a praia conversar e beber, incrivel! Bebem mesmo o dia todo! Mas, também, ainda não vi nenhuma ambulância ou alguém a sentir-se mal.
Uma palavra: cultura.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Primeiro dia principal - Carnaval


Hoje, acordei de forma diferente... Com barulho de pessoas, muitas pessoas a pisar com força o solo, som de tambores, cornetas, palmas, música, gargalhadas - o Carnaval instalou-se!
Fui à rua, mas já tinha passado a multidão, então tirei uma fotografia ao que restou.
Almocei rapidamente e fui encontrar-me com o willem e o villie na praia, quando lá cheguei já tinham feito surf e as ondas não estavam muito boas, portanto ficámos o resto da tarde a conversar na praia, enquanto iam chegando pessoas mascaradas. Foi engraçado, finalmente, começar a ver os disfarces. Eu ainda fui molhar os pés que acabou por ser molhar as calças até aos joelhos... mas foi divertido.
Depois percebemos que já era tarde porque ainda tinhamos de tomar banho e mascararmo-nos e voltámos para casa, combinando que sairíamos juntos nessa noite.
No caminho para casa, fomos apreciando os espanhóis loucos: uma que estava sozinha e lhe apeteceu começar a cantar; um que ia ao telemovel a dizer "estão muitos doidos à minha volta"; numa parede dizia "I love me, I'm sorry Ivana"; e uma carrinha estacionada que no vidro da frente tinha um grande cartão a dizer "sexo gratis"... Enfim, estou em espanha.
Quando cheguei a casa já havia gente mascarada, estavam todos muito giros. Fui cuscar toda a gente e depois fui-me mascarar : Charlie Chaplin.
Sem jantar, saí com a Celine e uma amiga, a Laurie, que também vem viver para a Sagasta 22. Fomo-nos encontrar com um amigo delas da Bélgica, também. Inicialmente, foi muito aborrecido, porque só falavam francês. Apesar de já perceber a mensagem principal do que eles dizem, depois de tanto os ouvir, não consigo falar, o que se torna frustrante. Entretanto, apareceram uns italianos e tudo ficou melhor.
Resolvemos ir à Sagasta, antes, para ir ver como estava por lá -festa muito boa- com o Mike a tocar e a cantar, muita gente...
Quando combinámos ir para a Plaza San Antonio que é onde estava o espectaculo gratuito da Falla, fui-me encontrar com o Willem. Como eles nunca mais saíam de casa, sai primeiro com as inglesas.
As ruas estavam com muita gente, quase nao se conseguia andar e para chegar a um sitio que normalmente se leva dois minutos, levava-se quase dez. Encontrámo-nos, perdemo-nos e encontrámo-nos todos outra vez. Até que acabámos por ficar so eu o Willem, o Villie e, mais tarde, a Sara, sueca.
Fomos para a Plaza de Mina, onde ficámos a noite quase toda, havia lá umas pessoas a tocar Djambé e ficámos lá a dançar a esse ritmo. Pelo meio eu também toquei, descobri que tenho jeito para tocar Djambé... mas preferi a parte do dançar.
Depois da Plaza Mina, fomos pelas ruas atrás de um grupo da Falla. Sempre a dançar com muita gente (fez-me lembrar os desfiles do Brazil porque as pessoas pareciam um rebanho atrás da banda), percorremos as ruas e as praças de Cádiz antiga.

Com tanta dança e gasto de energia, o cansaço chegou. Ainda fui levar a Sara a casa porque já não estava com o seu sentido de orientação muito boa e, então, fui eu para a minha Sagasta 22.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Início de Carnaval

Antes de mais Parabéns ao Tio Luís!

Esta manhã, apesar da noite ter sido longa ontem, levantei-me muito cedo, ou melhor, o mexicano, Abdiel, veio-me acordar porque tinhamos combinado ir ao mercado às onze.
Como da outra vez, foi divertido! Mas, desta vez, o senhor ofereceu-me a carne que comprei. Fiquei sem saber o que dizer como é possível de imaginar. Ele parece-me ser uma pessoa muito boa além de simpático e divertido.
No caminho para casa, passei nos correios e já tinham encontrado a minha carta. Portanto, já tenho o meu cartão ERASMUS.
Cheguei a casa e fui ao terceiro piso ver o que andavam a fazer a Celine e os mexicanos. Fiquei um bocado por lá e, de seguida, fomos almoçar.
Depois de almoço tinha combinado encontrar-me na praia de Santa Maria com o Willem, o que faz surf, que conheci na noite anterior com o Villie, que também faz surf. Perguntei à Celine se queria ir comigo e depois de ela dizer que sim, o George, belga, estava na cozinha e disse que também ia e que podiamos ir todos juntos. Cinco minutos depois apareceu o Arnaut, também belga, amigo do George e fomos os quatro.
Quando chegámos o Willem estava na água. Ficámos sentados na areia a conversar, a rir, a passar um bom tempo. O Willem saiu, foi-se vestir e sentou-se connosco a conversar. Entretanto levantou-se vento e ficou desconfortável continuarmos na praia.
Antes de nos despedirmos combinámos com o Willem ele vir jantar à Sagasta antes de sairmos. Combinámos entre as oito e as nove.
Ao chegarmos a casa foi tempo de jantarmos eu estar um bocado na internet, conversar com o pessoal da casa que ia passando e eram nove e meia. Fiquei preocupada com ele porque ele não sabe como ir para os sítios, só sabe como ir de sua casa para a praia e voltar, quase. Até que entretanto chegou. Explicou-me que uns rapazes estavam na rua a tentar vender haxixe (acho que é assim) a toda a gente que passava. Ele disse que não e perguntou-lhes onde era a calle Sagasta. Eles não só lhe disseram como o vieram trazer à porta.
Trouxe uma garrafa de champanhe consigo, que foi o que bebemos durante toda a noite. Era muito bom! Perguntei-lhe porque razão se tinha atrasado e disse-me que atrasou-se a jantar. Resumindo, ele não percebeu o que queria dizer cenar quando lhe perguntámos "Quieres vir a cenar con nosotros a Sagasta?", mas disse sim para ser simpatico e não quebrar a comunicação.
A partir deste momento, além de nos termos rido muito da situação, combinámos dizer sempre quando não percebessemos o que quer que fosse.
Depois de jantar fomos para o wall, onde o Mike, alemão, ficou a tocar guitarra e nós todos a cantar e dançar durante umas duas horas.
Saímos, fomos para a plaza de la Falla. Uma praça grande à frente do teatro de la Falla que estava quase impossivel de ficar lá porque estava cheia de gente. E, aqui, quando digo cheia de gente e ao ponto de estarmos colados, literalmente, uns aos outros e sempre a levar encontrões das pessoas que querem passar para algum outro lado qualquer. No entanto, ficámos lá até às três da manhã a conversar e, eu e o Willem, a beber o nosso champanhe.
Às três ficámos aborrecidos, então, fomos à procura de um bar. O que foi, ligeiramente complicado, pois não tinha prestado atenção como tinha ido para aquela praça, então, não sabia mesmo em que ponto da cidade estava. Fomo-nos orientando pelo mapa, até que conseguimos chegar.
O bar estava cheio de gente, também.

Ah, esqueci-me de dizer, o Arnaut estava muito bebedo. Conheci o bebedo mais engraçado de sempre. Ele não é nada aborrecido, fica muito engraçado. Passámos quase a noite toda com ele.
Ele vive na Bélgica, como o George e o Willem, mas ele é da parte onde só se fala francês. Então ele tem muita vergonha de não saber falar flamenco e de as pessoas que estão na outra divisão saberem falar flamenco e francês. Pareceu-me ser mesmo um problema que existe no país, nao me pareceu ser só dele porque a Celine uma vez disse-me que também tinha muita vergonha de não falar flamenco. Esteve sempre a desculpar-se por isso ao Willem e a mim porque estava mascarado de padre e sabe que as pessoas em Portugal são muito religiosas.

Por volta das cinco da manhã o bar ficou com muito pouca gente, então eu e o Willem resolvemos ir para casa. Ainda esperavam por nós as outras noites de Carnaval e tínhamos de as aproveitar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Praia, aulas e festa

Bem, hoje, como sempre acordei, organizei tudo aqui pelo quarto e fui almoçar depois de ter visto umas séries.
Almocei com as mesmas pessoas do costume e, eu e a Celine, decidimos ir passar uma horinha relaxante antes da minha aula. Então fomos à praia da Caleta. Foi muito bom!
Ficamos por lá a conversar sobre nós sobre Cádiz e tudo mais. Também fomos até à beira-mar molhar os pés e eu apanhei um búzios pequeninos, muito perfeitos. Entretanto a hora de Inglês Empresarial chegou.
Foi uma aula muito estranha para mim, parecia que estava a aprender inglês desde o início porque a professora não falava inglês, além de a nossa aula se ter resumido a ler um texto em inglês e resumi-lo palavra por palavra para espanhol, o que me deixou ligeiramente em relação ao nível de inglês que estava a frequentar. No entanto, não há mais alto nesta universidade. Parece-me que o nível de inglês dos espanhóis é naturalmente baixo.
Depois de inglês fui para a minha aula de Teoria de los modelos de relaciones laborales, na qual constatei depois de conversar com a professora que não estava a frequentar a aula correcta. Então, vim-me embora e agora tenho de encontrar uma disciplina que se pareça mais com a que ia ter em Portugal.
Fui aos correios para levantar a carta que o avô me enviou com o meu cartão ERASMUS e, depois de esperar imenso tempo porque não encontravam a carta de um senhor que estava à minha frente, chegou a minha vez. Na qual também não encontraram a minha carta, então pediram-me para voltar lá na manhã do dia seguinte. Regressei a casa e apercebi-me que tinha havido uma invasão de italianos na cozinha. Era uma mini festa de erasmus de Itália que se tornou numa considerável festa ou jantar de muitas nacionalidades: franceses, belgas, italianos, mexicanos, alemães e, claro, a portuguesa. Foi engraçado, apesar de ter sido complicado para cozinhar com tanta gente a andar de um lado para o outro.
O Abdiel, o mexicano, foi DJ num bar muito conhecido de erasmus de cá, então resolvemos todos ir vê-lo, porque além de ser um bom bar, quanto mais tempo houvesse gente, mais ele ganhava. Não percebi bem como funcionava o trabalho dele. Mas ele passou música muito boa, foi muito divertido.
Aqui está a primeira vez que saí à noite em Cádiz. Fui com a Celine, o Abrieg, o Jo e outra rapariga que apareceu do nada. Foi muito divertido, eles tinham um modo peculiar de dançar.
No meio da noite, encontrei o Villie, aquele rapaz de quem tinha gostado muito que vivia comigo na "casa dos cinco dias", passei o resto da noite com ele e com o seu amigo belga, Willem. Os dois fazem surf e prometeram ensinar-me quando eu quisesse. Conversámos muito e dançámos muito, foi tudo na medida perfeita. Não me aborreci em momento nenhum. Entretanto o Jo e o Abrieg ficaram cansados e foram para casa e fiquei eu e a Celine com o grupo deles. Eram três da manhã quando o bar fechou. Quisemos ir para outro bar mas que depois disseram-nos que estava fechado. A Celine quis ir para casa, então fomos com ela até decidirmos para onde íamos. O Villie disse para irmos a outro bar que fica aberto até às sete da manhã e assim foi. Dançámos mais um bom bocado e depois regressámos cansados. E eu apesar de ter ido de sapatilhas ainda sentia a dor nos pés da caminhada do dia anterior.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Viagem de barco

Esta manhã, acordei muito cedo.
Fiquei a actualizar o blogue para vocês. Creio que a partir de agora será assim, usarei a minha manhã para vos actualizar das novidades.

Ao meio dia e meia, bateram-me à porta. Era o Zavier e o Alfonso, com quem tinha combinado para irmos ao Puerto de Santa María. Passámos na casa das inglesas e encontrámo-nos com o Willie em frente ao porto de Cádiz.

Comprámos os bilhetes, dois euros, cada um. Entretanto o barco chegou. A viagem de barco foi muito gira.
Passados uns vinte, trinta minutos chegámos ao porto de Santa María. Aí combinámos que iríamos fazer um piquenique na praia.
Consoante fomos andando para a praia eu ia observando... A arquitectura de Santa María não é nada de interessante, até é bastante feia, tudo velho. No entanto, à medida que nos fomos afastando do porto ficou cada vez mais interesante. Vi um bar muito giro que parecia uma cabana rodeado de ervas trepadoras, tinha um aspecto Havai, muito engraçado, mas não entrámos.

Quando chegámos à praia percebemos que não podíamos fazer lá o piquenique porque estavam a fazer qualquer coisa à areia. Então perguntámos a um senhor que também estava a fazer a manutenção da praia e ele explicou-nos que estava a mexer a areia para renovar o ar e não se acumularem bichos debaixo dela. Disse-nos ainda que vão manter a areia assim até ao Verão, que ele disse que começava na próxima sexta-feira, mais ou menos. Ainda nos disse onde havia outra praia.

Enquanto andávamos para o conselho que aquele senhor nos tinha dado, vimos no meio do passeio algo que, inicialmente, parecia ser o parque infantil, mas que depois percebemos que era para adultos. Era um ginásio em frente à praia, no meio do passeio e que era muito utilizado. Cada um dos "objectos", porque não eram máquinas, tinham a respectiva explicação de que musculo desenvolvía. Era uma ideia inovadora, para mim, que nunca tinha visto.

Continuámos a andar e depois de já termos andado trinta minutos tivemos de andar mais trinta minutos. Até que chegámos.

Era uma zona lindíssima! As casas eram estranhas, pareciam de influência árabe, mas era coloridas: cor-de-rosa, azul, amarelo,... E a praia era linda. Não dá para descrever, mas as fotografias mostram tudo.

Depois de termos feito o piquenique na praia, descansámos, aproximadamente, outra meia hora e, então regressámos, pois eram cinco horas e nosso barco era as seis e um quarto.
Como eu não sabia que ia andar tanto, fui de sapatos rasos que com o calor e com tanto que tive de andar fiquei com os pés com muitas bolhas, o que me dói muito. Aprendi.
Regressei a casa exausta. Quando me sentei na cama, bateram-me à porta do quarto. Era uma mexicana que estava à procura de quarto e que queria ver este. Logo hoje que não tinha tido tempo para deixar o quarto arrumado antes de ter saído de casa, mas ela não se importou nada com isso. Não deu resposta porque estava indecisa e disse que ia falar com a mãe que era quem a ajudava sempre quando estava indecisa.

Quando ela saiu, depois de muita gente ter invadido o meu quarto para a conhecer e falar com ela e também dar opinião, sentei-me outra vez para descansar. Quando o fiz ouvi a gritarem o meu nome, no mesmo instante lembrei-me que estava marcada uma reunião para as oito. Foi principalmente para falar sobre o Carnaval, procedimentos da casa nessa época, para onde íamos...

Estava tão cansada que não me apeteceu fazer jantar, então pedi aos mexicanos para fazerem comida para mim e eles, tão queridos, fizeram e nem se importaram nada. Tive um bom jantar, cachorros e sanduíches com muita alegria pelo meio. Jantei com os mexicanos, a Celine, o Rosé, a Nuria, só faltou o Abrieg.

horário

Bem, uma coisa também importante que me esqueci de dizer como é: o meu horário.
Segunda-feira: não tenho aulas.
Terça-feira: 19-21h, Organisación de Sistemas de Información, teórica
Quarta-feira: 19-20h, Teoria de los modelos de las relaciones laborales
Quinta-feira: 17-21, Inglés Empresarial e Teoria de los modelos de relaciones laborales
Sexta-feira: 15-17, Organisación de Sistemas de Información, prática.

O horário pode ainda ser alterado consoante eu goste de todas as disciplinas ou não ou queira frequentar mais disciplinas, mas depois digo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Imprevistos

Hola!
Hoje, acordei e pensei que ia ter um dia normal porque não sabia bem o que fazer, além de saber que tinha aulas. Levantei-me e almocei o resto do jantar de ontem aquecido. Não estava com vontade de cozinhar. Durante o meu almoço encontrei o mexicano, o Abdiel... Perguntei-lhe o que é que ele ia fazer porque eu não tinha nada para fazer até as sete. Ele disse-me que ia a uma aula de desenho técnico (está a tirar o curso dele na escola de artes). Eu fiquei fascinada, como é óbvio! Desde a primeira vez que vi aquela escola, quando lá passei com o avô, que queria lá ir. Gostava muito de melhorar a minha veia artística e como, finalmente, aqui em Cádiz, tenho muito tempo livre para mim, pensei que podia concretizar esse "sonho". Então pedi-lhe para ir com ele, e fui.

A aula era das três e meia às cinco e meia.
Quando lá chegámos (a professora não se importou nada com a minha presença), percebi que eles estavam a desenvolver um projecto para expôr durante o Carnaval, que consistia em tirar fotografias com expressões a eles mesmos e depois desenhar as fotografias que iam ser acompanhadas de animação sonora - "Bam"; "ooooh"; "txá"- que teria de estar relacionada com a expressão facial deles. Portanto, a aula de desenho, naquele dia foi uma aula de fotografia. Também foi muito interessante, fomos para uma sala que em conco minutos se converteu num estúdio fotográfico.

Nesta aula, conheci uma rapariga muito interessante, a Belém, e que tem uma assinatura inesquecível... Gostei tanto dela, era uma pessoa super divertida, relaxada e agradável por conversar. Gostava de vê-la mais vezes, o que creio que vai acontecer porque ela também gostou muito de mim.

Depois de ter o meu curso, gostava de fazer um deste género. Não tem tenta importância como um curso superios mas, também não tem muito menos. É um curso que se faz em dois anos, em que uma parte do segundo ano é um estágio numa empresa. Pareceram-me ser similares aos cursos tecnico-profissionais que existem em Portugal.

Depois da aula fomos tomar um café a um bar que tinha boa música e que estava muito giro, mesmo em frente à escola de arte. Entretanto, eles foram para a aula seguinte e eu fui atrás de um caderno de linhas, o que foi uma tarefa impossível de concretizar nesta cidade. Percorri imensas ruas à procura de um caderno de linhas e não encontrei nenhum, só havia quadriculados ou aqueles de crianças que têm linhas duplas, para aprender a escrever direito. Incrível! Acabei por tirar os meu apontamentos para um caderno de folhas brancas que tinha trazido comigo.

A aula a que fui, foi a mesma da sexta-feira passada, mas teórica: "Organisación de los sistemas de información". Acabou meia hora antes e foi uma aula muito aborrecida, apesar de o professor ser simpático e de nos ter tentado fazer rir uma vez ou outra.

Depois da aula, voltei para casa. Ainda me sinto meia perdida nestas ruas, ainda tenho necessidade de andar com o mapa comigo ou, caso contrário, ando às voltas pela cidade. Foi o que me aconteceu quando ia para o departamento de económicas, quis tentar ir sem mapa e em vez de demorar dez minutos demorei vinte e poucos. Enfim...

Quando cheguei a casa, ia pousar as coisas no meu quarto e o Zavier, frencês, convidou-me para ir jantar com ele e com o Alfonso, alemão, à parte nova da cidade, a casa de uns amigos deles. Eu fiz uma data de perguntas e depois de me sentir minimamente segura fui.

Apanhámos o autocarro, que uma viagem custa 98 cêntimos, e fomos para o apartamento dos amigos deles na parte nova.

Não foi nada bastante divertido, foi uma noite calma. Jantámos umas pizas com salada, conversámos, vimos um filme e viemos embora era uma da manhã. Que é a hora a que passa o último autocarro para a parte velha.
Combinámos, amanhã, irmos andar de barco até ao "Puerto de Santa María".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Surpresa!


Hoje, não saí de casa. É segunda-feira e não tenho aulas.

De manhã tinha pensado ir à praia, mas o céu estava ligeiramente encoberto. Então, por aqui fiquei no meu quartinho a preparar esta surpresa que já tinha em mente desde que cheguei. Assim, vão poder acompanhar-me diariamente.

Com muito carinho...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Domingo, churrascada


Domingo... Acordei muito tarde e não consigo explicar porquê. Arranjei-me, organizei tudo aqui no quarto e fui fazer o almoço. Achei estranho porque não estava ninguém na cozinha e estava a música muito alta no último piso. Entretanto, chegou à cozinha um dos mexicanos e disse-me que estavam todos lá em cima a cozinhar, eu não percebi como, se a única cozinha que há é a que está no rés-do-chão. Bem, fui lá ver o que é que se passava. Estavam todos no terraço a fazer uma churrascada. Eu pensei: fantástico! Ao Sol, todos juntos, em convívio… Fui buscar a minha comida e juntei-me a eles. Comemos salsichas, frango, pepino, batatas às rodelas. Uma alemã fez uma massa estranha, mas não era má. Tínhamos pão, salada e cada um bebia o que tinha para beber. No final, os que fumavam, partilharam os cigarros dos diferentes países entre si. Foi agradável.

Acabámos de comer por volta das quatro e meia, arrumámos a cozinha e voltei para o meu quarto. Entretanto eram seis horas. O pessoal era para ir à praia, mas só acabou por ir o Abrieg. Como eu não estava pronta, também não fui com ele.


Chegou a hora de jantar e fiz uma comida muito boa: lulas às rodelas com aquele molho bom e puré, acompanhado de salada de tomate e pepino. Jantei com as pessoas que mais gosto aqui da casa: os dois mexicanos, Ivan e Abdail, a belga, Celine e o francês, Abrieg.
Foi, mais uma vez, divertido. Passaram uma parte da noite a contar anedotas. Eu não costumo gostar nada de anedotas, mas um dos mexicanos tem muito jeito para contar! E, assim, fiquei a conversar com eles até chegar o sono.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Voltou a gargalhada


Hoje, acordei muito cedo para ir à esteticista. Fiquei na esteticista até ao meio dia e meia. Pensava que iam ser vinte e quatro euros e, afinal, foram trinta, o que me deixou só com vinte euros na mão.
Depois da depilação, resolvi ir as compras para o resto do mês para não me preocupar mais com o dinheiro para a comida. Enquanto estava a comprar estava a somar na calculadora do telemovel. Resolvi separar as coisas porque só o dinheiro que tinha em mão e que tinha na conta, juntos, davam para pagar. Na caixa, quando entreguei o cartão disseram-me que não funcionava. Depois lá telefonei ao avô. Acabei por tirar tudo da caixa, voltar a meter no carrinho e saí do supermercado para ver se conseguia levantar dinheiro. Não consegui. Quando voltei ao supermercado para ver se dava para usar o visa sem código, disseram-me que sim depois de conseguirem comprar o queijo com o visa. Então, voltei a meter tudo na caixa outra vez. Quando fui pagar disseram-me que não dava. Passado bastante tempo de tentarmos resolver a situação devolvi as compras e vim-me embora. Fiquei um bocado aborrecida com a situação, mas no fundo, também foi divertido porque tive mais esta nova experiência. Nunca tal me tinha acontecido. Foi engraçado. Claro, depois de ter acontecido.
Voltei para casa só com o queijo e contei aos meus companheiros de casa o que me aconteceu no Carrefur.
Fiz o meu almoço que foi bifinhos de frango com leite e arroz de tomate. Aqui a comida toda fica diferente, mas não deixa de ser saborosa. Depois do almoço o Ivan, o mexicano, saiu a correr porque tinha de ir trabalhar para o mercado. Então, fiquei com o outro mexicano, que entretanto quando soube que já tinha dinheiro, graças ao avô, me disse para ir com ele ao mercado.
Então, eu, ele e outra rapariga, a Celine, belga, fomos ao mercado. Foi tão divertido!
Primeiro, fomos a uma barraquinha de legumes e fruta. Comprei tomates, muitos, laranjas, muitas, tangerinas, muitas, um pimento, cebolas e morangos. Não dá para acreditar, mas um quilo de morangos que no Carrefur custava, aproximadamente, cinco euros, eu comprei por um euro e cinquenta. Nesta barraquinha o senhor ofereceu-nos uma tangerina para provarmos e estavam mesmo boas, docinhas.
Depois fomos a outra barraquinha, esta era de carnes. O mexicano conhecia o senhor. Aí, nesse corredor de barraquinhas, encontrámos o outro mexicano a trabalhar. Juntámo-nos todos a conversar com o senhor da barraquinha. Ele era tão divertido! E depois metia-se na brincadeira comigo a dizer que me oferecia tudo o que havia na sua barraquinha se eu o levasse comigo. E dizia aos mexicanos que eles não podiam trazer pessoas como nós, eu e a Celine, ou ele ia à falência. Sim, porque pelo que os mexicanos me disseram ele faz preços muito baratos às raparigas de quem ele gosta. E eu confirmei.
Trouxe quatro pernas de frango, grandes, chouriço para pão, queijo e salsichas frescas. Pelo que me constou o queijo que trouxe era muito caro e não paguei o caro que ele era. Além disso o senhor, enquanto conversávamos e brincávamos, ainda nos ofereceu um copo de “canasta”, que é uma bebida alcoólica muito similar ao vinho do Porto, presunto, queijo e outros aperitivos. No fundo fizemos ali uma pequena festa em meia hora. Foi muito engraçado! É uma cultura muito diferente e as pessoas são muito quentes.

Voltámos para casa e arrumámos tudo. A seguir a isto, fui com a Celine e com o Abrieg (não sei se é assim que se escreve), ao carrefur acabar de fazer as compras. Ele é francês e é muito engraçado a falar espanhol porque falar com o sotaque francês, com os “r” carregados mas em espanhol. Além disso tem a voz completamente desafinada, é muito divertido falar com ele.
Bem, fizemos as compras todas necessárias, mas esquecemo-nos que não tínhamos onde levar as compras sem ser à mão. Então, o regresso a casa foi uma mistura de doloroso e divertido porque como aqueles sacos pesados nos estavam a magoar muito as mãos, estávamos sempre a parar para descansar e enquanto isso íamo-nos rindo das figuras de cada um a carregar aqueles sacos todos. No fundo, estávamos tão divertidos com a situação que as pessoas que passavam por nós e também se riam.

Em casa, arrumámos tudo e vim para o quarto. Fiquei o resto do dia no quarto a descansar a fazer coisas na internet e a falar com o João. Acabei por jantar três sandes com queijo e umas tangerinas, do mercado.

Neste dia voltei a rir como já não ria há algum tempo, com muita vontade, por isso fiquei muito feliz. Gosto de viver aqui na Sagasta 22.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Nova casa



Neste dia, acordei e vi o resto do filme que não tinha visto no dia anterior.


Entretanto recebi uma mensagem da Nuria a dizer que já me podia mudar para a Sagasta. Por um lado fiquei triste porque estava a começar a conhecer pessoas nesta "casa dos cinco dias", mas, por outro, estou muito contente porque vou viver com muita gente.


Almocei e fui à minha aula de "Organisación de Sistemas de Información".
Quando cheguei ao departamento perguntei na recepção, para confirmar, onde ia ser a aula e lá me indicaram onde era. Fui para a sala e sentei-me. Estranhei porque já eram três horas e não estava lá ninguém, nem alunos, nem professor. Às três e cinco resolvi voltar à recepção para perguntar o que se estava a passar. Encontrei uma “senhora” lá que enquanto eu estava a perguntar ela disse para eu ir com ela que ela me acompanhava até à sala. Andámos imenso tempo à procura da sala, até que ela descobriu que não podia ser naquele edifício porque não havia o número da sala lá. Então, depois, fomos para o outro edifício e acabámos por encontrar a sala. Era uma sala diferente porque era uma aula prática. Não tinha percebido quem ela era, mas afinal também era aluna.



A aula foi um bocado complicada porque o professor estava a evitar falar comigo. Eu fiquei com a impressão que ele não sabia falar inglês e pensava que tinha de falar comigo inglês. Mas depois eu falei com ele em espanhol e ele lá começou a explicar-me as coisas.


Os exercicios eram complicados para mim porque envolviam matemática... Só espero tirar boa nota no final.


Depois da aula fui, finalmente, a todos os departamentos saber onde eram as disciplinas que eu tinha e saber, também, as respectivas salas. Agora já sei onde são todas.
Vou ter aulas no departamento de filosofia e letras, no de económicas e empresariais e no de ciências do trabalho.
Já esclarecida em relação às salas, fui para a praça Palillero contar as novidades ao joão, o que foi tão bom, como sempre.

Fiz as mudanças depois disso. Custou-me muito! Tinha tantas coisas para mudar. Tinha a mala do portátil, a mala da roupa e muitos sacos com a comida que já tinha comprado para cozinhar na "casa dos cinco dias" que afinal só foram dois e meio.
Quando cheguei à Sagasta 22 um dos sacos que levava o azeite, o óleo e o sal sujou o chão todo da entrada porque o azeite tinha vertido quase metade. Além de estar exausta do caminho ainda fui limpar o chão cheio de azeite porque não me tinha apercebido que estava a verter e deixei-o no chão enquanto fui trazendo as minhas outras malas que estavam guardadas no quarto da Nuria para o meu quarto.
Arrumei tudo e fui fazer o meu jantar. Croquetes de bacalhau (muito bons) e puré (sem sal porque me esqueci). Enquanto fazia o jantar estavam também na cozinha dois mexicanos, o Ivan e o Abdail (que são o máximo!!!!), e a Nuria. Foi um jantar muito divertido. Eles são muito engraçados. Depois vim-me deitar e estar um bocado na internet porque, sim, aqui vou ter internet o dia todo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Jantar" Polaco


Hoje, acordei e voltei a ver um filme. Fui a uma praça com internet ver mais disciplinas, definir o meu plano de estudos e falar com o João.
Quando voltei para almoçar, encontrei as duas polacas que vivem comigo que me convidaram a ir à praia com elas nesta mesma tarde. Aceitei. Perguntaram-me se já tinha comido e respondi que ia naquele mesmo instante fazer o meu almoço. Elas convidaram-me para comer a comida delas. Foi, então, que tive um contacto muito interessante com outra cultura.


No início pensei que elas não sabiam dizer almoço em inglês, mas depois percebi que não era isso. Então, descobri que o jantar dos polacos é por volta das duas da tarde e que depois até ao fim do dia só fazem uma ceia por volta das cinco ou seis da tarde. Eu não estava a conseguir acreditar, mas acabei por o confirmar depois.
Por comerem tão pouco pensei que se deitasse muito cedo, mas não. Deitam-se por volta das onze ou meia-noite.
Exactamente por fazerem poucas refeições pensei que o “jantar” delas fosse bem reforçado. Contudo, não é. Comem, apenas, uma sopa de tomate que tem massa. A melhor definição que consigo encontrar é similar a uma possível canja de tomate sem frango.
Claro que passei fome, mas não fui capaz de dizer. O resto do dia foi doloroso exactamente por isso.

Depois de “jantar” fomos à "Playa de la Caleta", estava muito agradável e já tinha bastante gente! Às cinco horas ouvi uma rapariga a gritar que ia para inglês empresarial – a aula que eu sabia que ia ter, mas que não sabia aonde (as informações quantos às aulas e os sítios onde vão ser dadas não são muito bem esclarecidas). Aproveitei, peguei nas minhas coisas, e fui a correr atrás dela. Perguntei-lhe a ela e às amigas dela se podia ir com elas e foram muito prestáveis. Também estavam a fazer ERASMUS, eram de França e estavam cá desde Setembro. Fiquei admirada porque em pouco tempo já tinham um espanhol fluente.
Quando chegámos à aula estava escrito no quadro: "NO HAY INGLÉS". Voltei para a praia. Explicaram-me que na primeira semana de aulas, não há muitas aulas. E as que há são quase todas apresentações. É como no “ciclo” em Portugal.

Entretanto vim-me embora da praia porque estava mesmo com muita fome, devido à minha experiência maravilhosa de “jantar” polaco.

Acabei por não ir directa a casa porque parei numa praça para enviar um e-mail ao João.
Depois disso fui para casa e fiz o meu jantar. Neste dia foi engraçado porque enquanto fazia o jantar foram aparecendo as várias pessoas do meu apartamento para fazerem alguma coisa e acabavam por ficar a conversar comigo. Acabei por não jantar sozinha graças a isso.
Depois do jantar, imprevisivelmente acompanhada, tentei ver televisão, mas todos os canais estavam pouco interessantes, voltei para o quarto e adormeci a ver um filme.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Plaza Santo Antonio


Hoje, acordei muito cedo e sem fome, para admirar! Então vi um filme: "O misterioso caso de Benjamin Button". A este filme, parece-me que só lhe falta uma boa banda sonora, de resto é muito interessante.


Depois do filme, fiquei pensativa até que resolvi levantar-me para tomar banho. Apercebi-me, no mesmo instante, que trouxe tudo para esta casa: champô, amaciador, gel de banho, escova, mas esqueci-me da toalha. Quando ia telefonar à Nuria para ir buscar uma toalha a Sagasta vi que o telemovel estava se bateria e, por conseguinte, que também me tinha esquecido do carregador do telemovel espanhol.

Fui à Calle Sagasta à procura dela, mas por azar ela não estava. Fui, então, passear pelas ruas estreitas de Cádiz. Parei na Plaza Santo António, aquela onde vi o avô pela última vez antes de se ires embora, resolvi ficar lá sentada um bocado a apreciar tudo e a pensar. Foi interessante. Fiquei lá até às três da tarde.

De manhã, aqui, as pessoas saem de casa, trazem as crianças e passam a manhã na praça, onde depois acabam por se encontrar com outros amigos, a conversar com eles e ao mesmo tempo a vigiar as crianças a brincar. Por volta das duas e meia aparece a manutenção de limpeza da cidade e começa a limpar a praça toda. Por volta das três horas as pessoas vão-se embora. E, assim, também eu me fui embora para almoçar.


À tarde voltei a ir a Calle Sagasta e a Nuria não estava. Fui então às compras para os cinco dias que ia ficar nesta “casa dos cinco dias".

Encontrei o Carrefur que é incrivelmente barato, onde com vinte e dois euros fiz compras para uma semana inteira. E por dez euros comprei o meu "Albornoz", já que não conseguia recuperar a minha toalha de banho na Sagasta e não havia ninguém que tivesse uma a mais.
No carrefur encontrei uma “Chica” da Sagasta que me reconheceu e me disse para quando saísse de lá fosse à Sagasta porque a Nuria já lá estava e, inclusive, já tinha ido a minha casa para me dar as coisas, mas eu não estava.

Quando fui ter com a Nuria para recuperar o necessário ela apresentou-me a mais pessoas da Sagasta, todas muito simpáticas e convidaram-me para sair à noite com eles. Eu gostei da ideia, mas à noite acabei por não ir porque a saída deles só começas à uma ou duas da manhã e até lá fiquei com sono. Ah.. e no mínimo é até às sete da manhã. E ia começar as minhas aulas no dia seguinte.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Agora Sozinha


Ontem à noite custou-me muito adormecer. Comecei a pensar que era a última noite que dormia em Cádiz sabendo que no dia a seguir de manhã acordava e tinha cá alguém comigo: o avô.


Hoje, é dia de mudanças. Combinei com a responsável da "Sagasta 22", a Nuria, muito simpática, deixar a maior parte das malas com ela para que no dia dezasseis não me custasse tanto a fazer as mudanças do Palillero para a Sagasta. Então para o Palillero decidi levar só uma mala com a roupa essencial e a mala do portátil.


Depois da atarefada mudança e de um bom almoço chegou a hora do avô voltar para casa. Foi muito doloroso para mim. Sofri. No entanto, nasceu, ao mesmo tempo, um sentimento de maior responsabilidade, coragem e força para que não entristecesse demais. E, essencialmente, para conseguir enfrentar uma cultura diferente completamente sozinha fisicamente.


Até este dia tinha dormido no Hotel de las Cortes de Cádiz. Um hotel muito bonito que tal como Cádiz, unifica o moderno e o antigo.


Às cinco horas ficou marcado com o Guillermo, o senhorio, encontrarmo-nos na minha "casa dos cinco dias" para que me possa, finalmente, instalar.

Até essa hora, andei por Cádiz e descobri que há praças onde está disponível uma rede wi-fi gratuita de internet. O que me satisfez muito, pois assim sei que a qualquer momento posso ter internet, o que me faz sentir menos sozinha. Também me sentei no hotel, a fazer horas, a escrever para que a tristeza não se acumule.


Às cinco horas estava na Plaza del Palillero. O Guillermo chegou, deu-me a chave e, então, tinha um quarto para ficar.


Às sete horas tinha uma reunião marcada com o coordenador de ERASMUS.
Inicialmente, fiquei um bocado preocupada, mas logo me apercebi que estava em espanha e que portanto a cultura era espanhola. Isto, porque eram sete e meia e ainda não tinha aparecido ninguém.
Entretanto, o coordenador chegou. Escolhemos as disciplinas que iria frequentar neste cinco meses e antes de voltar para a "casa dos cinco dias" pensei que tinha de comprar alguma coisa para fazer para o jantar. Assim foi.

Quando cheguei a casa conheci uma rapariga, amiga de outra que morava comigo apartamento, que depois de um tempo conversarmos me convidou para jantar. Pensei logo que não queria ir porque já tinha comprado comida, mas acabei por ir uma vez que não queria ficar sozinha. Jantámos "tapas" - deliciosas - e voltei para casa.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Objectivos iniciais


Ao chegar sente-se quase que, imediatamente, as diferenças de quotidiano da cultura portuguesa para a cultura espanhola.
O almoço é por volta das duas ou três horas. Nas ruas, tudo fecha das duas até às cinco, cinco e meia ou seis da tarde. E volta a fechar por volta das oito e meia ou nove da noite.

Objectivo principal nestes primeiros dias: apresentar-me na universidade e encontrar um quarto além de me começar a sentir mais à vontade a andar pelas "calles" de Cádiz.
Foquei-me, essencialmente, na parte velha da cidade que é onde se localiza a universidade e, também, porque, para mim, é a parte mais interessante da Cádiz. Então, queria mesmo morar por esta zona.
Depois de me apresentar na "oficina de relaciones internacionales" da universidade e de me terem explicado todos os procedimentos que teria de tomar para ficar matriculada, dirigi-me ao "centro de alojamiento", que é um gabinete na universidade que ajuda os alunos a encontrar casa, pois estão sempre a receber informações de quem oferece aluguer de casa e de quem aluga casa, que se pode, vulgarmente, equiparar a uma imobiliária, no entanto, estudantil.

Depois de ter visitado uma casa em que o meu quarto daria para a casa de banho, fui ver outra casa na "Calle Sagasta" - a maior rua de Cádiz -, por volta das seis da tarde, que me agradou muito. Nesta casa, ia viver com vinte e poucos estudantes, o que me traria um experiência completamente nova. Exactamente o que procuro. No entanto, este quarto só estaria disponivel no dia vinte e quatro de Fevereiro. Apesar da má notícia, o próprio senhorio arranjou-me outro quarto, noutro prédio, onde poderia ficar até ao dia dezasseis de Fevereiro - na "Plaza del Palillero".
No dia 16 poderia vir para a "Calle Sagasta 22", apesar de ainda não ir para o meu quarto. Vou para um quarto temporário até ao dia vinte e quatro.
Assim, assinámos contracto e, assim, completei o meu segundo objectivo deste dia.

Cádiz, Espanha



Cádiz é uma cidade no sul de Espanha, é a cidade que escolhi para ter a minha experiência ERASMUS.
Esta cidade une em si só todos os gostos: natureza, praias, uma parte de cidade desenvolvida, uma parte de cidade histórica.
Para que me sentisse mais próxima de todos os que amo e para que eles também não se sintam distantes de mim tomei a iniciativa de escrever regularmente com o fim de contar todas as histórias de cada um dos meus dias em Cádiz. Espero não ser exaustiva mas sim interessante.
Aqui ficam...