terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Imprevistos

Hola!
Hoje, acordei e pensei que ia ter um dia normal porque não sabia bem o que fazer, além de saber que tinha aulas. Levantei-me e almocei o resto do jantar de ontem aquecido. Não estava com vontade de cozinhar. Durante o meu almoço encontrei o mexicano, o Abdiel... Perguntei-lhe o que é que ele ia fazer porque eu não tinha nada para fazer até as sete. Ele disse-me que ia a uma aula de desenho técnico (está a tirar o curso dele na escola de artes). Eu fiquei fascinada, como é óbvio! Desde a primeira vez que vi aquela escola, quando lá passei com o avô, que queria lá ir. Gostava muito de melhorar a minha veia artística e como, finalmente, aqui em Cádiz, tenho muito tempo livre para mim, pensei que podia concretizar esse "sonho". Então pedi-lhe para ir com ele, e fui.

A aula era das três e meia às cinco e meia.
Quando lá chegámos (a professora não se importou nada com a minha presença), percebi que eles estavam a desenvolver um projecto para expôr durante o Carnaval, que consistia em tirar fotografias com expressões a eles mesmos e depois desenhar as fotografias que iam ser acompanhadas de animação sonora - "Bam"; "ooooh"; "txá"- que teria de estar relacionada com a expressão facial deles. Portanto, a aula de desenho, naquele dia foi uma aula de fotografia. Também foi muito interessante, fomos para uma sala que em conco minutos se converteu num estúdio fotográfico.

Nesta aula, conheci uma rapariga muito interessante, a Belém, e que tem uma assinatura inesquecível... Gostei tanto dela, era uma pessoa super divertida, relaxada e agradável por conversar. Gostava de vê-la mais vezes, o que creio que vai acontecer porque ela também gostou muito de mim.

Depois de ter o meu curso, gostava de fazer um deste género. Não tem tenta importância como um curso superios mas, também não tem muito menos. É um curso que se faz em dois anos, em que uma parte do segundo ano é um estágio numa empresa. Pareceram-me ser similares aos cursos tecnico-profissionais que existem em Portugal.

Depois da aula fomos tomar um café a um bar que tinha boa música e que estava muito giro, mesmo em frente à escola de arte. Entretanto, eles foram para a aula seguinte e eu fui atrás de um caderno de linhas, o que foi uma tarefa impossível de concretizar nesta cidade. Percorri imensas ruas à procura de um caderno de linhas e não encontrei nenhum, só havia quadriculados ou aqueles de crianças que têm linhas duplas, para aprender a escrever direito. Incrível! Acabei por tirar os meu apontamentos para um caderno de folhas brancas que tinha trazido comigo.

A aula a que fui, foi a mesma da sexta-feira passada, mas teórica: "Organisación de los sistemas de información". Acabou meia hora antes e foi uma aula muito aborrecida, apesar de o professor ser simpático e de nos ter tentado fazer rir uma vez ou outra.

Depois da aula, voltei para casa. Ainda me sinto meia perdida nestas ruas, ainda tenho necessidade de andar com o mapa comigo ou, caso contrário, ando às voltas pela cidade. Foi o que me aconteceu quando ia para o departamento de económicas, quis tentar ir sem mapa e em vez de demorar dez minutos demorei vinte e poucos. Enfim...

Quando cheguei a casa, ia pousar as coisas no meu quarto e o Zavier, frencês, convidou-me para ir jantar com ele e com o Alfonso, alemão, à parte nova da cidade, a casa de uns amigos deles. Eu fiz uma data de perguntas e depois de me sentir minimamente segura fui.

Apanhámos o autocarro, que uma viagem custa 98 cêntimos, e fomos para o apartamento dos amigos deles na parte nova.

Não foi nada bastante divertido, foi uma noite calma. Jantámos umas pizas com salada, conversámos, vimos um filme e viemos embora era uma da manhã. Que é a hora a que passa o último autocarro para a parte velha.
Combinámos, amanhã, irmos andar de barco até ao "Puerto de Santa María".

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