Hoje, acordei de forma diferente... Com barulho de pessoas, muitas pessoas a pisar com força o solo, som de tambores, cornetas, palmas, música, gargalhadas - o Carnaval instalou-se!
Fui à rua, mas já tinha passado a multidão, então tirei uma fotografia ao que restou.
Almocei rapidamente e fui encontrar-me com o willem e o villie na praia, quando lá cheguei já tinham feito surf e as ondas não estavam muito boas, portanto ficámos o resto da tarde a conversar na praia, enquanto iam chegando pessoas mascaradas. Foi engr
açado, finalmente, começar a ver os disfarces. Eu ainda fui molhar os pés que acabou por ser molhar as calças até aos joelhos... mas foi divertido.
Depois percebemos que já era tarde porque ainda tinhamos de tomar banho e mascararmo-nos e voltámos para casa, combinando que sairíamos juntos nessa noite.
No caminho para casa, fomos apreciando os espanhóis loucos: uma que estava sozinha e lhe apeteceu começar a cantar; um que ia ao telemovel a dizer "estão muitos doidos à minha volta"; numa parede dizia "I love me, I'm sorry Ivana"; e uma carrinha estacionada que no vidro da frente tinha um grande cartão a dizer "sexo gratis"... Enfim, estou em espanha.
Quando cheguei a cas
a já havia gente mascarada, estavam todos muito giros. Fui cuscar toda a gente e depois fui-me mascarar : Charlie Chaplin.
Sem jantar, saí com a Celine e uma amiga, a Laurie, que também vem viver para a Sagasta 22. Fomo-nos encontrar com um amigo delas da Bélgica, também. Inicialmente, foi muito aborrecido, porque só falavam francês. Apesar de já perceber a mensagem principal do que eles dizem, depois de tanto os ouvir, não consigo falar, o que se torna frustrante. Entretanto, apareceram uns italianos e tudo ficou melhor.
Resolvemos ir à Sagasta, antes, para ir ver como estava por lá -fes
ta muito boa- com o Mike a tocar e a cantar, muita gente...
Quando combinámos ir para a Plaza San Antonio que é onde estava o espectaculo gratuito da Falla, fui-me encontrar com o Willem. Como eles nunca mais saíam de casa, sai primeiro com as inglesas.
As ruas estavam com muita gente, quase nao se conseguia andar e para chegar a um sitio que normalmente se leva dois minutos, levava-se quase dez. Encontrámo-nos, perdemo-nos e encontrámo-nos todos outra vez. Até que acabámos por ficar so eu o Willem, o Villie e, mais tarde, a Sara, sueca.
Fomos para a Plaza de Mina, onde ficámos a noite quase toda, havia lá umas pessoas a tocar Djam
bé e ficámos lá a dançar a esse ritmo. Pelo meio eu também toquei, descobri que tenho jeito para tocar Djambé... mas preferi a parte do dançar.
bé e ficámos lá a dançar a esse ritmo. Pelo meio eu também toquei, descobri que tenho jeito para tocar Djambé... mas preferi a parte do dançar.Depois da Plaza Mina, fomos pelas ruas atrás de um grupo da Falla. Sempre a dançar com muita gente (fez-me lembrar os desfiles do Brazil porque as pessoas pareciam um rebanho atrás da banda), percorremos as ruas e as praças de Cádiz antiga.
Com tanta dança e gasto de energia, o cansaço chegou. Ainda fui levar a Sara a casa porque já não estava com o seu sentido de orientação muito boa e, então, fui eu para a minha Sagasta 22.
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