terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Agora Sozinha


Ontem à noite custou-me muito adormecer. Comecei a pensar que era a última noite que dormia em Cádiz sabendo que no dia a seguir de manhã acordava e tinha cá alguém comigo: o avô.


Hoje, é dia de mudanças. Combinei com a responsável da "Sagasta 22", a Nuria, muito simpática, deixar a maior parte das malas com ela para que no dia dezasseis não me custasse tanto a fazer as mudanças do Palillero para a Sagasta. Então para o Palillero decidi levar só uma mala com a roupa essencial e a mala do portátil.


Depois da atarefada mudança e de um bom almoço chegou a hora do avô voltar para casa. Foi muito doloroso para mim. Sofri. No entanto, nasceu, ao mesmo tempo, um sentimento de maior responsabilidade, coragem e força para que não entristecesse demais. E, essencialmente, para conseguir enfrentar uma cultura diferente completamente sozinha fisicamente.


Até este dia tinha dormido no Hotel de las Cortes de Cádiz. Um hotel muito bonito que tal como Cádiz, unifica o moderno e o antigo.


Às cinco horas ficou marcado com o Guillermo, o senhorio, encontrarmo-nos na minha "casa dos cinco dias" para que me possa, finalmente, instalar.

Até essa hora, andei por Cádiz e descobri que há praças onde está disponível uma rede wi-fi gratuita de internet. O que me satisfez muito, pois assim sei que a qualquer momento posso ter internet, o que me faz sentir menos sozinha. Também me sentei no hotel, a fazer horas, a escrever para que a tristeza não se acumule.


Às cinco horas estava na Plaza del Palillero. O Guillermo chegou, deu-me a chave e, então, tinha um quarto para ficar.


Às sete horas tinha uma reunião marcada com o coordenador de ERASMUS.
Inicialmente, fiquei um bocado preocupada, mas logo me apercebi que estava em espanha e que portanto a cultura era espanhola. Isto, porque eram sete e meia e ainda não tinha aparecido ninguém.
Entretanto, o coordenador chegou. Escolhemos as disciplinas que iria frequentar neste cinco meses e antes de voltar para a "casa dos cinco dias" pensei que tinha de comprar alguma coisa para fazer para o jantar. Assim foi.

Quando cheguei a casa conheci uma rapariga, amiga de outra que morava comigo apartamento, que depois de um tempo conversarmos me convidou para jantar. Pensei logo que não queria ir porque já tinha comprado comida, mas acabei por ir uma vez que não queria ficar sozinha. Jantámos "tapas" - deliciosas - e voltei para casa.

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