segunda-feira, 4 de maio de 2009

Gibraltar

Bem, como disse fui a Gibraltar. Como a irmã do Willem chegava de Marrocos a Tarifa às 21.30h, pois ela trabalha lá, aproveitámos e fomos no início da tarde para ainda irmos ver Gibraltar. Então, fui eu, o Willem e o Jelle, também belga, nosso amigo. E, avô, quando digo que não vou dormir a casa e na casa de um ou de outro, que são praticamente no mesmo prédio, só muda o sofá!
Saímos de Cádiz às 14h. Quando chegámos a Gibraltar fomos almoçar e passear pelas ruas, cheias de comércio e de turistas atrás dos preços loucos sem taxas. Eu queria comprar um perfume, mas acabei por não comprar nada. Eles compraram tabaco e duas garrafas de rum. Que quando normalmente eram 15 euros, foram cada uma 4 euros.
Os perfumes também estavam incrivelmente baratos. Ou melhor, ao seu valor real, sem taxas.

É uma verdadeira cidade inglesa. Se quisermos também falam em espanhol e também nos dão a possibilidade de pagarmos em euros, mas tudo faz lembrar a cultura inglesa apesar de haver muitos turistas.

Depois de passearmos nestas ruas, subimos até à montanha... Foi incrível! Aí, tinhamos uma paisagem lindíssima, havia caminhos históricos, marcados com o acontecimento da Segunda Guerra Mundial, e havia macacos há solta. Eu dei a mão a um macaquinho e ele subiu para a minha cabeça, foi muito giro. Passei um bom dia...




Depois de Gibraltar fomos a Tarifa, onde jantámos num restaurante muito agradável ao ar livre.

domingo, 3 de maio de 2009

Cádiz outra vez

Bem, agora as novidades banais do dia-a-dia.
Finalmente, o trabalho começa a apertar na universidade. Ao que parece só se trabalha aqui no final de cada semestre, que é quando todos os trabalhos começam a aparecer e os exames a chegar. Não temos Bolonha, e ao que parece, não se quer a verdadeira implantação desta política, o que tem sido motivo de grandes e algumas violentas manifestação por aqui por Espanha.

Incrivelmente, ainda não estou matriculada em algumas disciplinas, o meu coordenador está sempre a viajar, mas na secretaria disseram para não me preocupar, que em breve receberei um e-mail.
Agora comecei a fazer desporto. Natação, ténis (com um amigo que me está a ensinar) e correr todos ou quase todos os dias.
O bom tempo começou, faz calor por aqui. No entanto, na semana passada fazia mais, fui três vezes à praia e já tenho uma côr bonitinha!

Tenho ido visitar a Beatriz frequentemente, almoçamos ou jantamos juntas, vamos passear, ela apresenta-me espanhóis, andei de moto com ela por Cádiz, foi super divertido.
Fui jantar com os amigos dela, foi agradável ter um jantar sem a loucura ERASMUS, só com a loucura espanhola. Há muitos gays aqui. Eu já conheço três e são todos o máximo. Um deles é louco, não é só gay como tem todas as manias e mais alguma, mas gosto muito dele, é muito divertido e amigo. Só fico um bocado corada com ele me fala um pouco mais abertamente, mas é porque não estou habituada. Aqui, quase toda a gente leva isso naturalmente.
Eles andam a tentar arranjar-me um espanhol para que eu não volte para Portugal, mas estejam descansados até agora não me interessei por nenhum, fazem demasiados elogios, torna-se constrangedor! À custa disto andei num descapotável lindíssimo. Quero um! ehehe!
E um dos amigos da Bea (aquele senhor que conheceste, avô), tem uma empresa de comunicação a crescer em Espanha e já me disse para acabar o meu curso que ele depois queria falar comigo.
Aqui em casa, houve uma segunda festa erasmus cujo tema eram os anos 80, foi o máximo! Não imaginei que cabia tanta gente aqui.

Quinta-feira fui a Gibraltar e Tarifa, vou escrever um outro texto para falar disto.
Na sexta, fui ao primeiro festival de liberdade de expressão que foi aqui em Cádiz. Muuito interessante! Vários concertos: Jarabe de Palo, Má Rodríguez, Orishas e Ruibal. Foi uma tarde e noite muito boa.
Agora aqui estou, tive um sábado tranquilo e parece-me que este domingo vai ser igual. Trabalhar.

Uma semana em Portugal


Que estranho e que bom foi regressar!

No primeiro dia, tudo e todos permaneciam longe de mim, foi como se tivesse em Espanha a espreitar numa janela que dava para Portugal...

A pouco e pouco tudo se foi tornando mais próximo e, finalmente, senti-me em casa.

Foi tão difícil perceber que tudo continuava igual, mas ao mesmo tempo tão bom! A parte difícil só se devia ao facto de eu me aperceber que, realmente, nestes meses em Cádiz, me tinha modificado um bocado já significativo. Apercebi-me de que comecei a dar valor ou, melhor, mais valor a algumas coisas, que comecei a ver outras que não via, que comecei a ignorar outras que via e que só atrasavam a minha vida ou abatiam o meu humor... Sinto que tenho ainda tanto que caminhar que não o estava a viver.

Conseguem imaginar voltar à nossa vida, à nossa verdadeira vida só por uma semana. Fiquei sem saber como reagir, mas três dias depois da chegada, deixei-me levar pelos ventos. E tudo foi muito bom!

Que saudades tinha da minha família, dos meus amigos (a família que escolhi até agora)! E agora, um mês depois, ainda tenho. Vai ser sempre a razão de me fazer querer voltar: a minha família.

O acordar em Cadima, saír e ver a natureza; as noitadas alegres com o Txoco (ele é que se divertiu aqui em Cádiz!); as aulas de condução do tio Luís (eheh, divertidissimas: "Oh Ana, com calma, não tens de ter pressa. Isso a 40 vais bem!"); e a Jantarada que ele fez para a Ritinha (ela gostou muito!); e a avózita a fazer as suas comidas especiais e sempre preocupada (gostei de estar contigo avó, de conversar, tinha saudades); e o avôzinho, sempre AQUELE companheiro para tudo, o meu pai avô; e a mãe, conheci a sua casa, foi importante para mim! Foi como se tivesse presenciado uma grande evolução da sua vida, senti-me próxima.

E a Ritinha, o Ruca...gostei tanto de vos ver!

Um grande beijo apertado de saudades para todos!