Que estranho e que bom foi regressar!
No primeiro dia, tudo e todos permaneciam longe de mim, foi como se tivesse em Espanha a espreitar numa janela que dava para Portugal...
A pouco e pouco tudo se foi tornando mais próximo e, finalmente, senti-me em casa.
Foi tão difícil perceber que tudo continuava igual, mas ao mesmo tempo tão bom! A parte difícil só se devia ao facto de eu me aperceber que, realmente, nestes meses em Cádiz, me tinha modificado um bocado já significativo. Apercebi-me de que comecei a dar valor ou, melhor, mais valor a algumas coisas, que comecei a ver outras que não via, que comecei a ignorar outras que via e que só atrasavam a minha vida ou abatiam o meu humor... Sinto que tenho ainda tanto que caminhar que não o estava a viver.
Conseguem imaginar voltar à nossa vida, à nossa verdadeira vida só por uma semana. Fiquei sem saber como reagir, mas três dias depois da chegada, deixei-me levar pelos ventos. E tudo foi muito bom!
Que saudades tinha da minha família, dos meus amigos (a família que escolhi até agora)! E agora, um mês depois, ainda tenho. Vai ser sempre a razão de me fazer querer voltar: a minha família.
O acordar em Cadima, saír e ver a natureza; as noitadas alegres com o Txoco (ele é que se divertiu aqui em Cádiz!); as aulas de condução do tio Luís (eheh, divertidissimas: "Oh Ana, com calma, não tens de ter pressa. Isso a 40 vais bem!"); e a Jantarada que ele fez para a Ritinha (ela gostou muito!); e a avózita a fazer as suas comidas especiais e sempre preocupada (gostei de estar contigo avó, de conversar, tinha saudades); e o avôzinho, sempre AQUELE companheiro para tudo, o meu pai avô; e a mãe, conheci a sua casa, foi importante para mim! Foi como se tivesse presenciado uma grande evolução da sua vida, senti-me próxima.
E a Ritinha, o Ruca...gostei tanto de vos ver!
Um grande beijo apertado de saudades para todos!
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