Hoje de manhã eu e o Willem acordámos quando toda a gente em Sagasta acordou. Aqui é assim. Ouve-se a voz de alguém e sai toda a gente do quarto e ficamos a conversar. Quem não sai, mais tarde ou mais cedo, vai-se bater à porta do quarto dessa pessoa.
Acordámos, mas eu não me consegui levantar... vi um bocado de uma série e voltei a adormecer enquanto o Willem se metia a par das notícias do seu país com o meu computador.
Entetanto, acordei mesmo. Voltámos a ouvir reggae e, depois, Jack Johnson. Saímos de casa sem almoçar e fomos a casa do Vilie, que estava a tentar restaurar uma p
arte da sua prancha de surf que no dia anterior se tinha partido numa rocha. Depois disto eu e o Willem fomos comer umas tapas: almondegas, batatas "ali oli" e salada russa.
O Willem foi ver o seu novo apartamento e eu fui tratar das burocracias na universidade. Queria ir à "oficina de relaciones internacionales", mas estava fechada. Enquanto estava a ir, reparei num cartaz a anunciar uma tertúlia sobre o livro "El niño con el pijama de rayas". Fiquei logo interessada e tirei um dos cartazes para trazer para casa.
Também queria ir ao Centro de Línguas Modernas, mas também estava fechado. Não tinha conhecimento que na universidade tudo fechava à tarde. Acabei por não tratar de nada. Se bem que quando fui ao e-mail em casa tinha a resposta que ia buscar ao gabinete de relações internacionais. Ao menos uma coisa tratei.
Quando cheguei a casa estive um bocado na internet. Não estava com vontade de saír de casa, mas já tinha o cartaz da tertúlia na parede e às oito menos cinco decidi que ía mesmo.
Bem, o centro é uma organização internacional que se chama Nueva Acropolis cujo propósito ainda não tive tempo de pesquisar. Mas as pessoas que lá estavam eram bastante interessantes, de todos os estratos sociais, o que se tornou ainda mais interessante.
A tertúlia durou uma hora, sensívelmente. Eu quase não falei, estava com vergonha, pois não conhecia ninguém e o meu espanhol ainda não é assim tão bom ao ponto de poder partilhar as minhas convenções ou ideias num grupo de espanhóis intelectuais.
No entanto, entendi tudo do que se falou com o especial sotaque andaluz, que exige muita atenção. E foi, realmente, interessante.
No final da tertúlia as pessoas ficavam a falar um bocado na saída deste centro e foi, então, aí que um dos senhores que mais me despertou interesse me perguntou se eu estava no programa erasmus. A partir daí, desenvolveu-se uma grande conversa que me levou a conhecer outras pessoas do grupo que estava na tertúlia. Fiquei interessada. Se o propó
sito de toda esta Nueva Acropolis me interessar, parece-me que vou frequentar mais vezes. Na próxima sexta-feira há uma palestra sobre "Filosofía de la naturaleza en la antigua grecia y la ciencia moderna" que estou interessada em ir.
Depois deste encontro cultural, voltei à Sagasta, realizada e mais feliz, para jantar. Os mexicanos convidaram-me para comer "sincronizadas" uma comida mexicana muito fácil de fazer.
Depois de jantar o Ivan lembrou-se que viu um frigorífico na rua a dizer "Avisado Ayuntamiento. Funciona". Então, eu, o Ivan e o Abdiel fomos ver se ainda lá estava, e estava. Eles carregaram-no para casa e agora tenho um frigorífico no meu quarto, porque eles também já tinham um, por isso não se importaram que ficasse para mim. Achei inacreditável. Acho que em Portugal o tentavam logo vender em segunda mão, mas aqui meteram-no na rua com o aviso de que funcionava para quem o quisesse levar.
Depois de jantar e da aquisição de um frigorífico para mim, eu e o Abdiel saímos de casa para ir procurar trabalho. Tive uma resposta positiva onde amanhã vou deixar curriculum.
Com a procura pelos bares, acabei por ficar no habitual, o Nahu. Encontrei-me outra vez com o Jorge, o Arnaut e o Pierre. Com eles conheci duas raparigas, a Jennifer e a Charlote, belgas e muito simpáticas para variar nas características belgas.
Fiquei a conversar com elas, até que o Willem e o Vilie me fizeram uma surpresa e foram ter comigo ao Nahu. A noite ficou ainda mais divertida, claro.
Dançámos muito. O Vilie dança muito bem e por isso chamou a atenção de um grupo de pessoas que estavam ao nosso lado e começaram a bater palmas. Depois de um breve show de Vilie numa dança sueca misturada com um ritmo de samba, decobri que por tras das palavras espanholas estavam nativos brasileiros. Foi muito engraçado. Claro, comecei a falar português com eles e o Vilie ficou encantado, pois ele gostava de ir estudar para Portugal para fazer
muito surf. Daí, querer sempre aprender português.
Então, eram brasileiros que estavam cá a fazer uma desmonstração de capoeira e alguns viviam perto de Cádiz. Ficámos com eles o resto da noite. No entanto, não foi isso que me levou a falar muito português, pois descobri o quão difícil é agora para mim falar português. Estive um mês só a falar espanhol e agora há algumas palavras que me vêm à cabeça primeiro em espanhol ou então falo português com uma construção frásica espanhola, ou, naturalmente, respondía em espanhol sem me aperceber. Foi, realmente, uma descoberta complicada. Não quero deixar de falar bem português, mas também estou feliz por estar a melhorar muito o meu espanhol.
O bar fechou e não fomos a mais lado nenhum porque os surfistas queriam ir aproveitar o dia seguinte às oito da manhã, as belgas já se tinham ido embora, entretanto, cansadas e eu não conhecia os brasileiros o suficiente para ficar com eles.
Entetanto, acordei mesmo. Voltámos a ouvir reggae e, depois, Jack Johnson. Saímos de casa sem almoçar e fomos a casa do Vilie, que estava a tentar restaurar uma p
O Willem foi ver o seu novo apartamento e eu fui tratar das burocracias na universidade. Queria ir à "oficina de relaciones internacionales", mas estava fechada. Enquanto estava a ir, reparei num cartaz a anunciar uma tertúlia sobre o livro "El niño con el pijama de rayas". Fiquei logo interessada e tirei um dos cartazes para trazer para casa.
Também queria ir ao Centro de Línguas Modernas, mas também estava fechado. Não tinha conhecimento que na universidade tudo fechava à tarde. Acabei por não tratar de nada. Se bem que quando fui ao e-mail em casa tinha a resposta que ia buscar ao gabinete de relações internacionais. Ao menos uma coisa tratei.
Quando cheguei a casa estive um bocado na internet. Não estava com vontade de saír de casa, mas já tinha o cartaz da tertúlia na parede e às oito menos cinco decidi que ía mesmo.
Bem, o centro é uma organização internacional que se chama Nueva Acropolis cujo propósito ainda não tive tempo de pesquisar. Mas as pessoas que lá estavam eram bastante interessantes, de todos os estratos sociais, o que se tornou ainda mais interessante.
A tertúlia durou uma hora, sensívelmente. Eu quase não falei, estava com vergonha, pois não conhecia ninguém e o meu espanhol ainda não é assim tão bom ao ponto de poder partilhar as minhas convenções ou ideias num grupo de espanhóis intelectuais.
No entanto, entendi tudo do que se falou com o especial sotaque andaluz, que exige muita atenção. E foi, realmente, interessante.
No final da tertúlia as pessoas ficavam a falar um bocado na saída deste centro e foi, então, aí que um dos senhores que mais me despertou interesse me perguntou se eu estava no programa erasmus. A partir daí, desenvolveu-se uma grande conversa que me levou a conhecer outras pessoas do grupo que estava na tertúlia. Fiquei interessada. Se o propó
Depois deste encontro cultural, voltei à Sagasta, realizada e mais feliz, para jantar. Os mexicanos convidaram-me para comer "sincronizadas" uma comida mexicana muito fácil de fazer.
Depois de jantar o Ivan lembrou-se que viu um frigorífico na rua a dizer "Avisado Ayuntamiento. Funciona". Então, eu, o Ivan e o Abdiel fomos ver se ainda lá estava, e estava. Eles carregaram-no para casa e agora tenho um frigorífico no meu quarto, porque eles também já tinham um, por isso não se importaram que ficasse para mim. Achei inacreditável. Acho que em Portugal o tentavam logo vender em segunda mão, mas aqui meteram-no na rua com o aviso de que funcionava para quem o quisesse levar.
Depois de jantar e da aquisição de um frigorífico para mim, eu e o Abdiel saímos de casa para ir procurar trabalho. Tive uma resposta positiva onde amanhã vou deixar curriculum.
Com a procura pelos bares, acabei por ficar no habitual, o Nahu. Encontrei-me outra vez com o Jorge, o Arnaut e o Pierre. Com eles conheci duas raparigas, a Jennifer e a Charlote, belgas e muito simpáticas para variar nas características belgas.
Fiquei a conversar com elas, até que o Willem e o Vilie me fizeram uma surpresa e foram ter comigo ao Nahu. A noite ficou ainda mais divertida, claro.
Dançámos muito. O Vilie dança muito bem e por isso chamou a atenção de um grupo de pessoas que estavam ao nosso lado e começaram a bater palmas. Depois de um breve show de Vilie numa dança sueca misturada com um ritmo de samba, decobri que por tras das palavras espanholas estavam nativos brasileiros. Foi muito engraçado. Claro, comecei a falar português com eles e o Vilie ficou encantado, pois ele gostava de ir estudar para Portugal para fazer
Então, eram brasileiros que estavam cá a fazer uma desmonstração de capoeira e alguns viviam perto de Cádiz. Ficámos com eles o resto da noite. No entanto, não foi isso que me levou a falar muito português, pois descobri o quão difícil é agora para mim falar português. Estive um mês só a falar espanhol e agora há algumas palavras que me vêm à cabeça primeiro em espanhol ou então falo português com uma construção frásica espanhola, ou, naturalmente, respondía em espanhol sem me aperceber. Foi, realmente, uma descoberta complicada. Não quero deixar de falar bem português, mas também estou feliz por estar a melhorar muito o meu espanhol.
O bar fechou e não fomos a mais lado nenhum porque os surfistas queriam ir aproveitar o dia seguinte às oito da manhã, as belgas já se tinham ido embora, entretanto, cansadas e eu não conhecia os brasileiros o suficiente para ficar com eles.
Tenho vindo espreitar-te... Que bom viver, não é? Muitos beijinhos, de quem tem sempre um olho em ti,
ResponderEliminarBié.