quarta-feira, 4 de março de 2009

Sete dias

Dia 26 de Fevereiro, acordei, igualmente, tarde. Depois de almoço tinha combinado com o Willem ir a praia, mas não estava com vontade de ir até lá sozinha. Ao descer as escadas, encontrei a Maria, alemã, a ler um livro. Perguntei-lhe se queria vir comigo à praia, ela respondeu muito entusiasmada que sim, então, fomos as duas.
Fomos calmamente, pelas ruas, a passear. Foi, portanto, que recebi um telefonema do João a dizer-me "Espanha é muito bonita".
Surpresa!
Fui à praia, diverti-me, voltei para casa e vivi um sufoco porque ele nunca mais chegava. Às dez e meia da noite telefonou-me uma rapariga que vive no piso de baixo a dizer-me "Ana su novio llegó". Depois ele explicou-me que se tinha perdido no caminho e tinha feito mais cem quilómetros, além de ter demorado uma hora para encontrar estacionamento para o carro. Sim, este é um grande problema em Cádiz: estacionamento para carros.

Enfim, tive dias muito agradáveis, sempre com companhia para todo o lado. Andei-lhe a mostrar tudo e, principalmente, ele veio na época mais especial: o Carnaval.

É verdade, agora posso dizer o Carnaval durou até Domingo. Domingo de manhã, ainda passou uma banda à frente da sagasta que nos acordou. E quando saímos à rua, ainda havia gente mascarada. Na Calle Ancha havia um desfile de grupos em cima de tratores, parecia o desfile da queima em Coimbra, mas todos íam mascarados.

As ruas continuavam cheias de vendedores de tudo mais alguma coisa.
No início, os dois primeiros dias, ele teve azar porque fiquei doente, mas cuidámos bem de mim e fiquei boa rápido. Andou um virus pela Sagasta, toda a gente estava a ficar doente.

Fizemos um pouco de tudo: fomos à praia ver o pôr-do-sol, fomos à parte nova com o Willem, empurrámos o carro do Willem que ficou sem bateria, passeámos pela parte antiga da cidade, saímos à noite, ficámos em casa, vimos um concerto de Diego Cigala, ouvimos um grupo da Falla, fomos ao mercado, mascarámo-nos, de tudo um pouco...
Ficou a faltar a nossa ida a Granada, Tarifa e Marrocos. Para uma próxima.

Acho que ele ficou tão encantado como eu, já não queria voltar para Portugal. Sinceramente, acho que se vive com muita qualidade em Espanha.

Um mês depois continuo a afirmar: Ainda não conheci ninguém stressado ou vi stress no que quer que fosse. Toda a gente vive calmamente e tudo se resolve calmamente.
A verdadeira expressão espanhola: "No pasa nada!"
Foram dias especiais! Foi uma óptima surpresa.

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