Finalmente escrevo, eu sei!
Desculpem, mas tenho andado doente e por isso não tenho tido a verdadeira vontade de escrever aqui no blogue, pois esta doença desenvolve muito o cansaço.
Eu fiquei no dia 6, sexta-feira.
No dia 7, sábado, tirei o dia para descansar.
Já no dia 8, qu
e não sabia bem que fazer, acabei por ter uma experiência engraçada. O Ivan quis fazer a receita de uns pastéis secretos que uma vez uma senhora já de idade inglesa lhe ensinou, os Pastés de Minero, assim se chamavam. Eu achei interessante, nunca tinha visto fazer-se algo tão "elaborado" em casa. Normalmente, compra-se já feito na padaria e, muitas vezes nem nos lembramos do trabalho que possa ter dado ao padeiro.
A verdade é que ficámos toda a tarde a faze-los, e como ele tinha prometido que não contava a receita a ninguém, a minha única solução foi ficar ao lado dele toda a tarde a ajudá-lo e a apontar tudo o que ele fazia. Assim, ele não teria de quebrar a sua promessa, totalmen
te!
Deram muito trabalho, ams no final ficaram, realmente, bons.
Neste dia, como era dia Internacional da Mulher, tive direito a uma surpresa na minha porta. Um malmequer.
Dias 9 e 10, tirei o dia para "pressionar" os meus coordenadores erasmus, mais o de espanha, para tratar de todas as burocracias que tinha a tratar. E, finalmente, acho que tenho um horário fixo.
No dia 10, saí à noite com a Maria, alemã cá de Sagasta para o Nahu, o bar do costume. Lá, apareceram o Willem e o Ville para me fazerem uma surpresa, depois de ter conhecido mais duas belgas, a Jennifer e a Charlotte. A Charlotte era muito envergonhada e quer sempre ir muito cedo para casa
, a Jennifer é muito simpática e divertida.
Dia 12, além das responsabilidades do costume com a universidade, à noite houve um jantar muito tranquilo em casa do Ville, a minha antiga "casa dos cinco dias", onde fiquei quando cheguei a Cádiz. Todos fizeram uma comida para todos e todos levaram uma garrafa de vinho, sangria ou licor. Já sei, já sei: e a água?! Pois não havia, havia fanta!
Foi um jantar agradável, sossegado, com música, bom ambiente.
Neste jantar conheci um espanhol que falava português, pois tinha um grande amigo que vive em Cascais e já tinha vivido um ano em Portugal. Além de também já ter vivido um ano na Suécia. Podemos imaginar as línguas que ele fala! Fiquei admirada!
Realmente, era uma pessoa interessante, culta e com ideias muito definidas. Para ele o príncipe devia ter-se apaixonado por uma portuguesa e não pela "jornalista". "Afinal há tantas portuguesas tão interessantes, ele podia escolher a que quisesse! Acabava com todos os problemas. Portugal não rejeitava tanto a monarquia, pois havia uma princesa portuguesa, pensava-se melhor no caso da unificação, criavam-se duas capitais, mais no interior, uma do antigo Portugal e outra do antigo Espanha - mais no litoral, porque ele não concorda que Lisboa seja capital, caso haja uma guerra é fácil conquistar o país porque a capital
está muito a litoral - e acabavam os problemas com as regiões espanholas que se querem tornar autónomas porque nos passávamos a chamar todos Ibérica e estas regiões não podiam regeitar fazerem parte da Península Ibérica." Enfim, foi interessante falar com ele.
Nesta noite, quando regressei a casa, foi quando me comecei a sentir mal. Como não sabia onde era o hospital nem queria acordar ninguém, fiquei a noite toda à espera até às 10h que era quando eu sabia que a farmácia estava aberta. A essa hora fui à farmácia pedir ajuda a um rapaz que lá estava e ele levou-me até ao centro de saúde que estava mesmo ao lado, mas era muito pouco visível, parecia fazer parte, ainda, da farmácia. No centro de saúde deram-me uma máscara de oxigénio e marcaram-me uma consulta para a tarde. Depois de ter levado a máscara percebi que não tinha feito grande efeito, mas não tinha percebido porquê. Resolvi esperar pela consulta da tarde.
Praticamente, não podia falar, andar e, muito menos, subir as escadas até ao meu quarto no 2ºandar por causa da asm
a.
Quando fui à consulta a médica foi bastante rápida e limitou-se a medicar-me com uns comprimidos contra a alergia. O que eu achei que foi muito eficiente, como se pode calcular.
No sábado, depois de acordar senti-me bem. Não podia fazer nada no ritmo normal, mas sentia-me bem. O dia estava muito bonito e fazia muito calor. Eu, o Jo, o Brieg, o Georges, o Arnaud e o Pierre resolvemos ir à praia. Estava espectacular, era Verão. Dei um mergulho no mar, tocámos guitarra a tarde toda na praia e cantámos. Foi muito giro! No final do dia, todos tiveram de se ir embora, então eu fui ter com o Ville e o Willem que estavam a dois minutos na praia de mim, com um outro grupo, para vermos o pôr-do-sol, que foi realmente bonito.
Quando cheguei à Sagasta o Georges e o Pierre convidaramme para ir comer tapas com eles e, depois disso, fomos a um bairro antigo de Cádiz que se chama "Populo", onde há cadeira e mesas ao ar livre e não é frio porque as ruas são muito estreitas e parecem ser no meu de grandes muralhas. É muito bonito.
Numa outra noite que já não me lembro qual foi, houve uma festa de despedida e de anos de duas raparigas na praia. Não foi muito giro, para mim, porque havia muita gente e não pude desenvolver conversa nenhuma com ninguém porque aparecia sempre mais alguém ou que já conhecia ou que me era apresentado. E, também, se houvesse uma música de fundo era bom. Numa parte da noite tocaram guitarra e muitas pessoas cantavam, mas não durou toda a noite.
Para o final da noite, eu e a Celine, que estávamos muito sóbrias soltámos gargalhadas a ver metade das pessoas que estavam na praia a rebolarem na areia como crianças... a deitarem-se ao chão e tudo mais, a br
incarem. Mais tarde, o Georges que estava bem "animado" foi dar um mergulho no mar e atrás foram o Arnaud, o Brieg e o Pierre a gritarem "Fraternité", foi muito engraçado. Tive muita vontade de fazer o mesmo, mas devido à minha história clínica tive de ser uma participante passiva toda a noite.
No domingo de manhã, dia 15, o Jo veio-me acordar para irmos ao mercado. Foi chato para mim, porque ainda estava com o corpo dorido e cansada.
Na segunda, não tinha aulas nenhumas, só fui à minha primeira aula de espanhol. Foi interessante! Acho que vou aprender muito. No entanto, na segunda hora não me estava a sentir muito bem.
Só me podia lembrar da boa médica que só me tinha dado comprimidos para a alergia!
Tive febre... fiquei toda a tarde na cama e o Jo vinha-me ver de meia em meia hora. Quando percebeu que eu comecei a adormecer começou a vir de uma em uma hora. À noite já me sentia bastante melhor, mas o Abdiel e o Brieg fizeram o jantar para mim.
Deitei-me cedo.
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