Saudades da casa do tio Luís, onde jantamos juntos aos fins-de-semana, que está sempre quentinha no inverno, com a avó sempre a criticar o que vai aparecendo nas notícias, o Dioguinho a gozar, a tia Sabine e o tio Luís a acharem piada, os meninos quietos ou já no quarto a jogar a sua playstation ou a Filipinha com as suas bonecas e o avô a analisar e a fazer os seus comentários calmamente.
Lembro-me, também, daquele dia em que ficámos todos a ver o Mamamia.
Tenho saudades do Caril de Frango da avó e das comidas bem improvisadas do tio Luís, do seu paté e daquele molho de maionese e mais alguma coisa para molhar os camarões.
Ah, sabem o que aprendi? Em Portugal, caril é aquela especiaria amarela. Na índia, caril quer dizer molho, pode ser qualquer um. Não tem de ser só o amarelo.
E n
E também tenho saudades da casa da Massita (a massita é a mãe do João). De estar lá no inverno à noite a conversar muito quentinha à lareira e de estar lá no Verão naquele banco de pedra que há na parte de fora a conversar. E saudades de todas as suas boas comidas, que diz sempre que "desta vez não ficou muito bom". E da Angelinha sempre com as suas curiosidades/novidades e o Passito sempre a tentar acalmar o "speed" da Angelinha.
Enfim, tenho saudades daquela rotina pela qual é dificil alguém se dar conta que é tão especial até deixar de a ter.
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